mais um ano mais uma curva
mais um sorriso a dar, a receber
mais umas danças dos dias na bagagem
umas gotas mais uns ventos no cabelo
mais um desejo de mais uns dias
mais um mais nove mais oito ou sete
até passar nos meses na curva os dias
28/07/08
20/06/08
07/05/08
01/04/08
É maravilhoso. Veres como a memória das coisas te vai recordando que a genética é infalível, invencível, imortal até. Mesmo que tentes engana-la, que lutes contra ela. quando eramos crianças, quando eramos jovens, lembras-te? voltemos para dentro. Anos e anos de traços genéticos, comportamentos sociais, que dizemos que não temos, que não somos... exactamente o que somos, o que tentamos não ser. irónicamente delicioso não?
E vamos afundando o nosso corpo com camadas, embrulhalo em roupas, umas após outras, aprendidas, formadas, rerpreendidas, enterradas, escondidas. é inútil, somos o que somos, o que nascemos, géne após géne. Passamos anos a tentar mudar as coisas, a renegar. eu não sou assim. e no fim, como te sentes? não sei. enganado. Depois tento identificar o último momento que me lembro em que para mim ele era ele, em toda a sua magia, brilho, encenação, tal como reside na minha memória. Quando queimaram o caixao? quando fecharam a tampa? quando exalou o ultimo sopro? quando se sentou e disse uma coisa? quando te reconheceu pela última vez? quando sorriu pela ultima vez? as últimas semanas foram difíceis, a cada dia que passava pensava, não, ele não pode ficar mais longe do que ele era. no entanto, a cada dia que passava, ele ficava. então tentei lembrar-me qual foi o último momento em que o vi, em que ele estava, inequivocamente, lá...
o que estás a fazer ai em cima? o mais rápido que consigo... estás a usar uma chaves philips? não. por isso é que tás a demorar tanto, deixa-me fazer isso... já está pai. tens a certeza que vai segurar? absolutamente. posso largar? absolutamente. vou largar devagar. não te disse? o momento da verdade, e haja luz.
Ah, aí estás. Esse, é, talvez, o momento, em que o vi pela última vez. voltarei sempre a esta terra, ao primeiro estado. Inequivocamente, o géne.
Boa, o que há a seguir?
E vamos afundando o nosso corpo com camadas, embrulhalo em roupas, umas após outras, aprendidas, formadas, rerpreendidas, enterradas, escondidas. é inútil, somos o que somos, o que nascemos, géne após géne. Passamos anos a tentar mudar as coisas, a renegar. eu não sou assim. e no fim, como te sentes? não sei. enganado. Depois tento identificar o último momento que me lembro em que para mim ele era ele, em toda a sua magia, brilho, encenação, tal como reside na minha memória. Quando queimaram o caixao? quando fecharam a tampa? quando exalou o ultimo sopro? quando se sentou e disse uma coisa? quando te reconheceu pela última vez? quando sorriu pela ultima vez? as últimas semanas foram difíceis, a cada dia que passava pensava, não, ele não pode ficar mais longe do que ele era. no entanto, a cada dia que passava, ele ficava. então tentei lembrar-me qual foi o último momento em que o vi, em que ele estava, inequivocamente, lá...
o que estás a fazer ai em cima? o mais rápido que consigo... estás a usar uma chaves philips? não. por isso é que tás a demorar tanto, deixa-me fazer isso... já está pai. tens a certeza que vai segurar? absolutamente. posso largar? absolutamente. vou largar devagar. não te disse? o momento da verdade, e haja luz.
Ah, aí estás. Esse, é, talvez, o momento, em que o vi pela última vez. voltarei sempre a esta terra, ao primeiro estado. Inequivocamente, o géne.
Boa, o que há a seguir?
21/03/08
18/03/08
fotografia gota a gota
um dedo um sinal
um afecto apenas
basta isso basta isso
vai volta, eu vou estar aqui
vou guardar aqui
mais uma vez
um afecto apenas
basta isso basta isso
vai volta, eu vou estar aqui
vou guardar aqui
mais uma vez
17/03/08
victória práctica
estranho vê se entranhas
olha o tango vê se danças
olha as pernas vê se entranças
olha a fonte marcel olha a fonte
estas letras estas pancas
esta victória que não entra
esta práctica que me estranha...
olha o tango vê se danças
olha as pernas vê se entranças
olha a fonte marcel olha a fonte
estas letras estas pancas
esta victória que não entra
esta práctica que me estranha...
02/03/08
N ->
pé ante pé
o antes e o depois
o alcatrão e a neve
o jogo da carreira
a busca a tua busca
e a estrada leva-te sempre para onde queres
"greetings from fairbanks!"
o antes e o depois
o alcatrão e a neve
o jogo da carreira
a busca a tua busca
e a estrada leva-te sempre para onde queres
"greetings from fairbanks!"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
