desci o 28 um passo o 28, na calçada dois passos o passeio, subi um pouco o sol tinha que ser, mandei para trás três passos o 28 , porque tinha a Sé ao fundo, tinha que ser assim tinha que ser.
olha pelos dois lados agora passa a mensagem que o porto o porto tem a sua voz, a rouquidão, tem o gin no estômago, o cigarro a barba queimada, tem o dom tem o som no ouvido, tem o diabo no corpo, olha agora, que o jazz tem tem a garra tem o porto
21/09/07
está longe mais que longe uma vez duas três este mundo longe-de-ser-perfeito
quero a bomba no meu quintal é essa que acende/apaga incêndios? É essa que quero no meu quintal é sssa que erra o alvo e só queima ao lado só arde ao lado. Essa que desvia das aves, do passarito, da pomba, a bomba que cai no meu quintal... eu quero a bomba que os homens perdiam todas as guerras, eu quero essa, que não serviu o efeito para que foi construida, eu quero essa, a do meu quintal. Lá vem um dia eu tenho que conversar com a bomba, eu tenho eu tenho eu quero...
o homem das palavras deu notícias, atirou palavras como sementes selvagens atiçou o fogo, atiçou a dança
o homem das palavras abriu a porta a janela atirou o vento como demandas selvagens atiçou o vento, atiçou a dança
um vintém pelas palavras atiradas, pelas notícias pelas promessas pela janela pela aragem...
talvez seja essa a minha, a janela talvez seja essa a minha, a aragem a dança, esse tango escrevinhado dançado pelas ventas e pelos rins pelo meio das promessas que enregelam pelo meio das palavras que explodem
o homem das palavras deu notícias fez danças de fogo textuais pelo meio das promessas que inundam
O arranhos no papel começou em 2007 por ser um registo de desenvolvimento de personagens, mas nunca consegui atingir esse objectivo. Acabou por ser o que me deu na gana. Hoje, é o que me dá na gana, e quem sabe, pode ser mesmo o tal registo sonhado ao princípio