está longe mais que longe
uma vez duas três este mundo
longe-de-ser-perfeito
17/08/07
a bomba (a partir de papel de lustro)
quero a bomba no meu quintal é essa que acende/apaga incêndios? É essa que quero no meu quintal é sssa que erra o alvo e só queima ao lado só arde ao lado. Essa que desvia das aves, do passarito, da pomba, a bomba que cai no meu quintal... eu quero a bomba que os homens perdiam todas as guerras, eu quero essa, que não serviu o efeito para que foi construida, eu quero essa, a do meu quintal. Lá vem um dia eu tenho que conversar com a bomba, eu tenho eu tenho eu quero...
www.papelustro.blogspot.com
10/08/07
o "homem das palavras"
o homem das palavras deu notícias,
atirou palavras como sementes selvagens
atiçou o fogo, atiçou a dança
o homem das palavras abriu a porta a janela
atirou o vento como demandas selvagens
atiçou o vento, atiçou a dança
um vintém pelas palavras atiradas,
pelas notícias pelas promessas
pela janela pela aragem...
talvez seja essa a minha, a janela
talvez seja essa a minha, a aragem
a dança, esse tango escrevinhado
dançado pelas ventas e pelos rins
pelo meio das promessas que enregelam
pelo meio das palavras que explodem
o homem das palavras deu notícias
fez danças de fogo textuais
pelo meio das promessas que inundam
atirou palavras como sementes selvagens
atiçou o fogo, atiçou a dança
o homem das palavras abriu a porta a janela
atirou o vento como demandas selvagens
atiçou o vento, atiçou a dança
um vintém pelas palavras atiradas,
pelas notícias pelas promessas
pela janela pela aragem...
talvez seja essa a minha, a janela
talvez seja essa a minha, a aragem
a dança, esse tango escrevinhado
dançado pelas ventas e pelos rins
pelo meio das promessas que enregelam
pelo meio das palavras que explodem
o homem das palavras deu notícias
fez danças de fogo textuais
pelo meio das promessas que inundam
28/06/07
26/06/07
14/06/07
demiolando a sete pés
as vezes apetece-me fechar o mundo numa gaveta. E fecha-la, a sete chaves. uma duas três quatro quatro seis sete chaves. As vezes apetece-me comer palavras repetir colar por cima, por cima. Sem pensar. E pregar, pregar as ripas da madeira da gaveta das chaves do mundo a sete pés. E ouvir vozes, zumbidos estridentes, gritos colectivos, disformes, por entre as ripas, alheias do mundo, da água que vai gotejando humedecendo a gaveta secando-se a si mesma, dos fósforos acendidos ardidos enegrecidos caidos no meio do forro que não queimou, por agora. Já não cansa as vozes, já não cansam. E se passar verniz? Tapa poros, tapa jorros tapa desabamentos de pó luz e água... assim não cai. Hermeticamente engavetado.
As vezes apetece-me fechar o mundo a sete dedos, e deixar três de fora. Um dois três quatro quatro, desenhar no ar uma bola e sussurrar o que está bem ou assim assim, e a água e o fósforo, sussurrando a mil à hora... e abrir os dedos, os sete e os três, e o mundo dos sete pés. um dois três quatro quatro seis sete. ou contar até vinte e quatro, ou cinco. E se meter fita cola? Não vá os dedos tece-las. Fita dupla, para colar dos dois lados, e não fugir, não dançar... assim nao sai. um dois três quatro quatro seis sete, endedados, e os outros três
As vezes apetece-me desmiolar sem semântica sem gramática sem sujeito predicado sem ponto e vírgula uma anarquia. Ou contar até cinco.
As vezes apetece-me fechar o mundo a sete dedos, e deixar três de fora. Um dois três quatro quatro, desenhar no ar uma bola e sussurrar o que está bem ou assim assim, e a água e o fósforo, sussurrando a mil à hora... e abrir os dedos, os sete e os três, e o mundo dos sete pés. um dois três quatro quatro seis sete. ou contar até vinte e quatro, ou cinco. E se meter fita cola? Não vá os dedos tece-las. Fita dupla, para colar dos dois lados, e não fugir, não dançar... assim nao sai. um dois três quatro quatro seis sete, endedados, e os outros três
As vezes apetece-me desmiolar sem semântica sem gramática sem sujeito predicado sem ponto e vírgula uma anarquia. Ou contar até cinco.
05/06/07
27/05/07
16/05/07
oficinas... (escrita para ilustração)
era uma vez uma coisa brilhante no céu, surgia caía...
o que seria, o que diria, uma hélice um pião... surgía caía...
o ar tornou-se intenso fresco escorregadio fugidio...
do fresco caiu um dragão...
Ora ora o dragão foi cair exactamente em cima do mais bonito
mais altivo mais elegante gato do quarteirão...
meio enredado do embate, o gato gato convidou o dragão hélice pião
ora ora, hélice pião...
O convite era ir ver a sua casa ajardinada agatinada
o convite era ir estrear a sua cafeteira maluca,
agatinada...
O dragão ficou vermelho, logo o gato do atropelo...
a sua casa era numa árvore, era fantástica...
agatinada... ora ora.
o que seria, o que diria, uma hélice um pião... surgía caía...
o ar tornou-se intenso fresco escorregadio fugidio...
do fresco caiu um dragão...
Ora ora o dragão foi cair exactamente em cima do mais bonito
mais altivo mais elegante gato do quarteirão...
meio enredado do embate, o gato gato convidou o dragão hélice pião
ora ora, hélice pião...
O convite era ir ver a sua casa ajardinada agatinada
o convite era ir estrear a sua cafeteira maluca,
agatinada...
O dragão ficou vermelho, logo o gato do atropelo...
a sua casa era numa árvore, era fantástica...
agatinada... ora ora.
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