é o medo das entranhas são as brechas das paredes a sombra dos teus medos que tombam os receios. É a luz que fura o quarto as penumbras que te cercam os fantasmas do armário as entranhas que te apertam os suspiros ofegantes os anseios que te esgotam e a sombra, a sombra... (19 setembro 2006) esboço para um conto de horror
vai o vento leva o vento vai a linha leva o vento o trajecto a entrelinha vai o eu leva o meu vai a cor leva a todos o arranho leva a todos o comboio leva a todos menos eu
há dias que seriam só dias que de dias se perdiam nos dias na estrada, no tempo nas pingas da chuva que ensopam o caminho vou tirar uma fotografia, hoje que chove do azul que chove, do raiar que chove.
desgata o tempo a menina... desgata o tempo com um terno desgastar, com um medo desgatar com um momento gigante grande com um tento pequeno o momento perfeito o momento com o medo o momento com o tempo o momento
entravados amontoados enrolados, dos baloiços enbaloiçados, dos baloiços do talvez cair do talvez ruir dos baloiços que a noite embala que embala a noite dos baloiços.
O arranhos no papel começou em 2007 por ser um registo de desenvolvimento de personagens, mas nunca consegui atingir esse objectivo. Acabou por ser o que me deu na gana. Hoje, é o que me dá na gana, e quem sabe, pode ser mesmo o tal registo sonhado ao princípio