há vezes que às vezes que as palavras que tropeçam em nós
que estendem atravessadas que tropeçam atordoadas que ficam ali
que ficam ali.
há vezes que menos vezes nos apetece pegar, antes deixar
que acordem, que chorem tudo, que lhes peguemos, que chorem tudo
que a idade que as torna redonda, que as adorne de significado,
que as beije, a idade.
há vezes que às vezes as palavras nos enrolam
que nos estatelam que nos deixam que ficam ali,
que ficam ali.
há vezes que tantas vezes que não nos deixam que nos peguem, que nos cerquem
que acordemos, e choro tudo, que nos tomemos, e choro tudo,
aos encontrões, aos atropelos, aos novelos atropelos,
que me beije, a idade.
e traz água, portanto porquanto,
e tenho saudade no entanto,
que me beije, a palavra, que tropeço no novelo
destreinei-me, que fico aqui
que fico aqui.
(a partir de patrícia leitão)
14/02/07
03/02/07
sou ladrão
ladrão de contos, de ideias,
ladrão de medos, de cadeias,
liberto palavras, desfiadas
sou ladrão de palavras desfiadas
ladrão de medos, de cadeias,
liberto palavras, desfiadas
sou ladrão de palavras desfiadas
cumplice
não se falam, a cumplice
não se dizem, o cumplice
calaram-se e pronto, não se gritam
não se voam, não se ouve
não se vê, sentem-se e distam
(a partir de isabel rodrigues)
não se dizem, o cumplice
calaram-se e pronto, não se gritam
não se voam, não se ouve
não se vê, sentem-se e distam
(a partir de isabel rodrigues)
o desconhecido...
queria encontrar-te, queria te ver
dessa mesma desse tão pouco que tarda
essa sombra esse rasto esse querer
queria encher-me de um pouco desse nada
queria tirar este nada que guardo em mim
queria tirar o desconhecido que há de ti
encontrar o desconhecido que fugiu assim
queria qualquer coisa que agora não me vem
e que tem, um pouco mais, esse que tarda.
(a partir de joana soares)
dessa mesma desse tão pouco que tarda
essa sombra esse rasto esse querer
queria encher-me de um pouco desse nada
queria tirar este nada que guardo em mim
queria tirar o desconhecido que há de ti
encontrar o desconhecido que fugiu assim
queria qualquer coisa que agora não me vem
e que tem, um pouco mais, esse que tarda.
(a partir de joana soares)
"hands away"
encosta a cabeça, deixa tudo o resto
encosta-te para trás, nao penses mais,
ja passou, mais um dia mais uma onda
mais uma linha curva turva muda
encosta a cabeça, fecha os olhos
que em molhos, que em tais
has-de voltar aos pedaços...
(a partir de patricia leitão)
encosta-te para trás, nao penses mais,
ja passou, mais um dia mais uma onda
mais uma linha curva turva muda
encosta a cabeça, fecha os olhos
que em molhos, que em tais
has-de voltar aos pedaços...
(a partir de patricia leitão)
31/01/07
cest la croix
"agora terei de me ausentar
para um terreno que já consigo pisar
sem cair ou me afundar
e onde o calor das chamas do Inferno é mais tolerável
e ate confortante"
patrícia.leitão
nao vejo a terra, por agora
quando for, por mim verei
um destino um terreno por ora
um olhar um pisar terei
sem cair ou afundar
ou tao pouco mergulhar
onde o calor das chamas
essas mesmas do inferno
nos aquecem as ganas
um estranho conforto de inverno
um conforto temporario
daqueles que se repetem
de tempos em tempos
de medos a medos
por ora, terei de me ausentar
para um terreno que já consigo pisar...
para um terreno que já consigo pisar
sem cair ou me afundar
e onde o calor das chamas do Inferno é mais tolerável
e ate confortante"
patrícia.leitão
nao vejo a terra, por agora
quando for, por mim verei
um destino um terreno por ora
um olhar um pisar terei
sem cair ou afundar
ou tao pouco mergulhar
onde o calor das chamas
essas mesmas do inferno
nos aquecem as ganas
um estranho conforto de inverno
um conforto temporario
daqueles que se repetem
de tempos em tempos
de medos a medos
por ora, terei de me ausentar
para um terreno que já consigo pisar...
28/01/07
é de escrita que falamos
estou triste,
são coisas minhas, já passa
foi sempre assim, o rosto palmilhado
por sulcos de lágrimas abertos
ora para dentro ora para fora
ora logo ou sem demora
estou a pensar,
na vida na loucura
a eterna estrada sem procura
esta estranha caminhada
esta entranha sufocada
esta escrita que te falo
esta procura do tudo na busca do nada...
(a partir de guadalupe arruda)
são coisas minhas, já passa
foi sempre assim, o rosto palmilhado
por sulcos de lágrimas abertos
ora para dentro ora para fora
ora logo ou sem demora
estou a pensar,
na vida na loucura
a eterna estrada sem procura
esta estranha caminhada
esta entranha sufocada
esta escrita que te falo
esta procura do tudo na busca do nada...
(a partir de guadalupe arruda)
26/01/07
que levas em teu regaço?
que levas em teu regaço?
levo dor levo amor
levo tudo que de tudo se perdeu
que são rosas em teu regaço?
sao rosas de ardor, de suspiro em desamor
sao rosas de temor, de suspiro desistido
que levas em teu ardor?
levo rosas de amor
levo tudo que encontro que não tenho
levo rosas levo dor
levo dor levo amor
levo tudo que de tudo se perdeu
que são rosas em teu regaço?
sao rosas de ardor, de suspiro em desamor
sao rosas de temor, de suspiro desistido
que levas em teu ardor?
levo rosas de amor
levo tudo que encontro que não tenho
levo rosas levo dor
corpos (layer 26)
sei de uma certeza que se desfez
quando bateste a porta
e perdeu-se o ritmo
junto com o instrumento do teu corpo
e deixei de ouvir
a silenciosa melodia da alegria
que encerras em ti
(raquel figueiredo)
sei de algo que nunca soube
de uma porta que não se abriu
sei da ausência dum compasso
instrumento que nunca foi
sei da porta abri seguir
o compasso brotava o que dói
que nasceu a ruir.
(joel faria)
desejo em mancha de lágrima
estendido, perdido
em tela de alma
quando de palavras secares
escuta o meu corpo
e acha a tela manchada
(raquel figueiredo)
esse desejo em que te pinto
de cor fogo esgotado
da tela das cores te finto
nas palavras me acho achado
escuta o meu regaço
a mancha do fogo alado.
(joel faria)
quando bateste a porta
e perdeu-se o ritmo
junto com o instrumento do teu corpo
e deixei de ouvir
a silenciosa melodia da alegria
que encerras em ti
(raquel figueiredo)
sei de algo que nunca soube
de uma porta que não se abriu
sei da ausência dum compasso
instrumento que nunca foi
sei da porta abri seguir
o compasso brotava o que dói
que nasceu a ruir.
(joel faria)
desejo em mancha de lágrima
estendido, perdido
em tela de alma
quando de palavras secares
escuta o meu corpo
e acha a tela manchada
(raquel figueiredo)
esse desejo em que te pinto
de cor fogo esgotado
da tela das cores te finto
nas palavras me acho achado
escuta o meu regaço
a mancha do fogo alado.
(joel faria)
25/01/07
a eterna corrida
Dessa tarde desse lado
levo comigo o gosto
de essencia abaunilhado
dessa doce sedução
de outra demencia tomado
sentemo-nos de palavras
sentir-nos-emos de amarras
dessas palavras que te falo
nós e da vida, desse travo
da essencia dessa corrida,
essa eterna, de um trago
dessa voz aquecida
pelo som de certo fado
decerto açucar abaunilhado
de uma certa lua tomado.
mas deixa mostrar-me,
pelas palavras, pelo toque
pela janela prostar-me
até que o dia me troque
de baunilha...
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