19/01/07

janelas

estes cercos que me encontram
que me deixam e me empurraram
que a cerca que do nada gotejou
e os dedos que do nada me encontraram

Esta cerca do infinito me limita
esta alma dos teus dedos me arrasta
este eco que da cerca me tolera
este eu que dos dedos me afasta

Este ser que sentindo me tomou
em sentido que nao minto, me perdi
esses dedos que me tocam que eu sinto
estes dedos que me encontram que eu senti.

Onde estás?

escrever?
para de mim!!!
de para mim!!!
depara-me com isto, algo novo, o que?
paro, penso, descortino,
o que li escrevi, não importa.
quem sou eu? nem eu sei,
digo-te nada, conto-te talvez,
uma ou outra palavra que cresceu comigo,
que tomei do dicionario e contei como minha
como eu, como sou... palavras, traços escritos
desenhados, direitos em tumultos...
imagens sóbrias, turvas, estáticas arrastadas.
quem sou eu? nem eu sei.
Digo-te isto, conto-te uma coisa
de nada me vale, de nada nos vale,
as palavras não saem, fluem.
Nao sao nossas, nos apoderam...
Olho pela janela, nao te encontro.
Um breve reflexo na rua, não te vejo
Onde estou?

11/01/07

Sentindo Braga-Porto

Os teus dedos como janelas
Que se abrem numa vista demasiada cansada do meu corpo,
E sinto-as vazias no seu interior.
(Raquel)

Ao teu ser infinito, desde a luz e a humidade até ao limite da tua pele
(joel)

Até ao limite da tua alma
(eLisa)

A humidade no limite da minha pele
Faz-me escoar
De dedos que tocam mas não sentem
Dedos que não recordam que me perdem
(Raquel)

O gotejar do limite da minha pele
Faz-me ecoar, faz-me escoar
De dedos que tocam mas não sentem
De dedos que não recordam que me perdem
(Raquel)

acerca-me de ti essa humidade
acerca de tudo que do nada gotejou
os dedos que me tocam que eu sinto
os dedos que recordam que me encontro
(joel)